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Feno de plantas
aquáticas na alimentação de ruminantes - consumo e digestibilidade*
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Tabela 1. Teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA) do melaço, do fubá e do farelo de soja utilizados na dieta. |
||||
Tratamentos |
MS |
PB |
FDN |
FDA |
(%) |
% na Matéria Seca |
|||
Melaço |
95 |
3,0 |
- |
- |
Fubá |
91 |
11,0 |
12,1 |
4,9 |
Farelo de soja |
94 |
38,2 |
28,6 |
21,0 |
Tabela 2. Teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), lignina (Lig.), celulose (Cel.) e cinzas (Matéria Mineral – MM) da dieta fornecida aos ovinos |
|||||||
Tratamentos |
MS |
PB |
FDN |
FDA |
Lig. |
Cel. |
Cinzas (MM) |
(%) |
% na Matéria Seca |
||||||
Feno puro |
87,6 |
10,9 |
70,9 |
54,4 |
15,8 |
28,1 |
16,0 |
Feno + melaço-uréia |
88,7 |
14,0 |
68,8 |
50,5 |
14,8 |
28,3 |
15,6 |
Feno+fubá-uréia |
87,6 |
17,1 |
66,2 |
51,5 |
15,2 |
27,0 |
13,8 |
Feno+farelo de soja |
88,4 |
13,2 |
70,4 |
53,5 |
15,9 |
28,4 |
15,4 |
O teor de proteína bruta na matéria seca de volumosos da dieta de ruminantes, para suprir nitrogênio necessário às atividades microbianas ruminais e não comprometer o consumo e a digestibilidade, deve ser no mínimo de 6% a 8%. Sendo assim, todos os tratamentos (Tabela 2) estão acima deste limite, inclusive o feno puro (10,9% de PB). É importante salientar que a faixa citada (6% a 8%) não é o nível de exigência de proteína pelo animal e, sim, para o funcionamento normal das atividades ruminais. Em média, para ovinos em fase de terminação o teor protéico na dieta deve ser de 16%. Neste sentido, o feno de plantas aquáticas necessita correção protéica.
Conforme Van Soest (1992), forragens com altos teores de FDN, FDA e lignina normalmente apresentam menor valor nutritivo, acarretando em menores consumos. Sendo assim, os valores observados em todas as dietas (Tabela 2) podem comprometer o consumo, principalmente no tocante ao elevado teor de lignina.
O elevado teor de matéria mineral tende a diminuir a porcentagem de matéria orgânica, reduzindo o valor nutritivo da forragem e quanto menor o conteúdo em minerais de uma espécie vegetal, maior será a matéria orgânica e melhor o valor nutritivo da forragem.
Os valores relativos ao consumo e à digestibilidade do feno de plantas aquáticas estão apresentados na Tabela 3.
Tabela 3. Consumos e coeficientes de digestibilidade da matéria seca (MS) proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA) das dietas oferecidas aos ovinos. | ||||||
Variável |
Tratamentos |
|||||
Feno Puro |
Feno + Melaço+Uréia |
Feno + Fubá+Uréia |
Feno + Farelo de Soja |
Média Geral |
CV (%) |
|
Matéria Seca (MS) |
||||||
Consumo de MS(g/animal/dia)1 |
773,2(2,88)a |
818,2(2,90)a |
552,8(2,74)b |
761,7(2,9)ab |
726,5(2,85) |
2,63 |
Consumo MS(%P.Vivo)2 |
2,3(1,49)a |
2,4(1,53)a |
1,54(1,24)b |
2,2(1,48)ab |
2,1(1,43) |
8,93 |
Consumo MS(g/UTM)1 |
49,7(1,69)a |
51,8(1,70)a |
34,0(1,53)b |
48,6(1,68)a |
46,0(1,65) |
4,33 |
Coef. Dig. MS (%) |
45,03a |
45,51a |
43,11a |
46,60a |
45,06 |
4,7 |
Proteína Bruta (PB) |
||||||
Consumo de PB (g/dia/animal)1 |
84,5 (1,92)a |
108,3(2,02)a |
94,5(1,97)a |
106,4(2,02)a |
98,4(1,98) |
3,63 |
Coef. Dig. PB(%) |
52,32 c |
60,50b |
68,06a |
62,47b |
60,84 |
4,0 |
Fibra em Detergente Neutro (FDN) |
||||||
Cons. FDN (g/animal/dia)1 |
548,2(2,73)a |
575,8(2,75)a |
365,9(2,56)b |
524,4(2,71)a |
503,6(2,69) |
2,7 |
Coef. Dig. FDN (%) |
47,81a |
49,77a |
39,39b |
48,87a |
46,46 |
4,7 |
Fibra em Detergente Ácido (FDA) |
||||||
Cons. FDA (g/animal/dia)1 |
420,6(1,62)a |
437,9(2,63)a |
285,0(2,45)b |
384,7(2,6)ab |
382,1(2,57) |
2,83 |
Coef. Dig. FDA (%) |
46,92a |
48,47a |
40,28b |
46,51a |
45,55 |
4,2 |
Médias seguidas de letras diferentes na linha, diferem entre si pelo teste de Tukey (P<0,05). (1 e 2) Médias entre parêntesis são médias transformadas para log x e raiz, respectivamente. (3) Coeficiente de variação da análise com os dados transformados. |
Os valores de consumo voluntário de matéria seca em g/animal/dia (Tabela 3) são semelhantes aos observados na literatura para dietas exclusivas de volumosos de média qualidade, porém estão abaixo dos valores das exigências nutricionais, que apontam para ovinos em terminação, consumo de matéria seca de 1600 g/dia. No entanto, consumo desta ordem apenas seria possível com forragem se essa fosse de extrema qualidade ou, então, com suplementação de concentrados. Ovinos alimentados com silagem de milho (silagem padrão), consomem, em média, 900 a 940 g/MS/dia.
O consumo da dieta com fubá+uréia apresentou o menor valor, sendo o menos consumido. Porém, estatisticamente, não houve diferença entre este tratamento e a dieta com farelo de soja (exceto para consumo representado em g/UTM), que não diferiu dos demais tratamentos. Com exceção do tratamento fubá+uréia, o consumo médio diário em g/UTM foi acima do nível estabelecido para forragens que, conforme Crampton (1957), normalmente proporcionam baixo consumo como as silagens de capins (42 g/UTM). No entanto, foi abaixo do padrão ideal que é de 80 g/UTM, estabelecido para feno de alfafa.
O consumo voluntário é, provavelmente, o fator determinante mais importante do desempenho animal e, normalmente, está relacionado ao teor de nutrientes do alimento que podem ser aproveitados, ou seja, a sua digestibilidade.
Em relação ao feno puro, o consumo de matéria seca, bem como a digestibilidade, não foram influenciados pelo enriquecimento do feno com melaço+uréia ou com farelo de soja. Possivelmente, a falta de resposta ao consumo devido ao enriquecimento do feno com concentrado+uréia ou com farelo de soja foi devida a ausência de diferenças na digestibilidade, visto que com um incremento da mesma, se poderia observar possíveis alterações na quantidade de feno ingerido. É comum alimentos fibrosos como as forragens, apresentarem baixos ou médios coeficientes de digestibilidade.
Certas frações químicas das forragens estão intimamente associadas com o consumo e com a digestibilidade, incluindo as fibras, a lignina e a proteína. Portanto, a ingestão de forragens está relacionada à digestibilidade e aos componentes da parede celular (FDN= celulose, hemicelulose e lignina). Alimentos que apresentam alta concentração de FDN podem afetar o consumo, uma vez que a fibra, na maioria das vezes, apresenta menor taxa de trânsito ruminal, aumentando dessa forma a quantidade de material retido no rúmen; conseqüentemente, esse fato leva o animal a manifestar a repleção ruminal (enchimento ruminal) o que se traduz em fator limitante ao consumo.
Da mesma forma, o enriquecimento do feno não se mostrou eficiente no sentido de aumentar a digestibilidade da matéria seca, que para o feno puro foi de 45,0%.
Fazendo-se um paralelo com a cana-de-açúcar, de modo geral, os resultados de trabalhos que avaliaram a digestibilidade em ruminantes evidenciaram taxas de digestibilidade da matéria seca variando de 66% a 68%.
O consumo de proteína bruta necessário (g/animal/dia) para que ovinos em terminação tenham ganho de peso satisfatório (200 g/dia) é de 168g de PB/dia (NRC, 1987). Portanto, nenhuma dieta supriu a exigência desta categoria.
Embora as dietas tenham proporcionado diferentes teores de PB (Tabela 2), não houve diferença no consumo desse nutriente em razão do enriquecimento do feno com concentrado+uréia ou com o farelo de soja. Possivelmente, o maior teor de proteína bruta da dieta contendo fubá+uréia (Tabela 2) foi o fator responsável pela maior digestibilidade, pois a maior disponibilidade de nitrogênio proporciona melhor atividade dos microrganismos ruminais.
Quanto ao consumo de FDN, para categorias de animais exigentes, a ingestão ótima deve ser, em média, de 1,25% do peso corporal do animal. Considerando que o peso médio dos animais foi de 40 kg, a ingestão de FDN deve ser cerca de 500 g/dia. Neste sentido, com exceção do tratamento fubá+uréia, as demais dietas apresentaram consumo de FDN pouco acima da exigência da categoria (Tabela 3). O menor valor numérico de FDN do fubá (Tabela 1) e da dieta contendo fubá+uréia (Tabela 2) podem ser a razão para o menor consumo de FDN. Lousada Júnior et al. (2005) estudando o consumo e a digestibilidade de subprodutos do processamento de frutas em Ovinos observaram consumos de 670,6g/animal/dia (abacaxi), 1.126g/animal/dia (goiaba) e 706,5g/animal/dia (maracujá), correspondendo a 2,0%, 3,3% e 2,0% do peso vivo dos animais, respectivamente.
O consumo médio de FDN, por ovinos, de silagem de milho e feno de alfafa (volumosos de boa qualidade) é de, respectivamente, 444g/animal/dia e 703 g/animal/dia. Dessa forma, as dietas avaliadas foram consumidas em quantidades que permitem caracterizá-las como volumosos de média qualidade. No entanto, ressalta-se que o consumo, bem como a digestibilidade da FDN, podem ser influenciados pelas proporções de cada componente da parede celular, os quais podem alterar a digestibilidade, afetando o consumo deste nutriente.
Quanto à digestibilidade da FDN, o enriquecimento do feno não proporcionou melhoria. Fazendo-se um paralelo com a cana-de-açúcar, em média, são observados valores de digestibilidade para a FDN entre 35% e 43%.
O consumo de FDA dos animais que foram alimentados com a dieta enriquecida com fubá+uréia foi semelhante à dieta enriquecida com farelo de soja e inferior ao feno puro e ao enriquecido com melaço+uréia (Tabela 3). O menor consumo e o menor coeficiente de digestibilidade da FDA observado para a dieta enriquecida com fubá+uréia é atribuído ao menor consumo de matéria seca observado nos animais alimentados com esta dieta.
Pode-se inferir que não houve relação entre o teor de lignina das dietas (Tabela 2) e o consumo de FDA (Tabela 3). O menor valor numérico referente à lignina da dieta enriquecida com fubá+uréia (15,2%), em relação à dieta feno puro (15,8%), não elevou o coeficiente de digestibilidade.
Conclusões
1. O feno de plantas aquáticas tem qualidade nutricional, o que reflete seu potencial para ser utilizado na alimentação de ruminantes, desde que contornadas as limitações observadas.
2. A utilização de concentrado+uréia ou do farelo de soja nas quantidades utilizadas não foi eficiente para melhorar os parâmetros estudados, pelo fato do potencial de consumo e digestível do feno ter sido atingido pelo tratamento controle (feno puro).
3. Existem limitações para a utilização do feno de plantas aquáticas na alimentação de ovinos (ruminantes), dessa forma há necessidade de mais estudos relativos a outras formas de conservação, tratamentos químicos e utilização de concentrados em maiores níveis com o intuito de melhorar a digestibilidade, o consumo da forragem e o ganho de peso dos animais.
FERNANDES, R. B. A.; LUZ, W. V.; FONTES, M. P. F et al. Avaliação da concentração de metais pesados em áreas olerícolas no estado de Minas Gerais. Rev. bras. eng. agric. ambient., v.11, n.1, 2007.
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RESUMO
São necessários estudos para viabilizar um destino útil e ecologicamente correto para as plantas aquáticas presentes em grandes quantidades nos reservatórios das hidrelétricas, de forma que a população das plantas seja controlada e a harmonia do meio ambiente seja preservada. Neste contexto, a fenação destas plantas poderá propiciar um destino útil ao material, além de ser alternativa vantajosa para determinados segmentos da pecuária (bovinos e ovinos) que poderão ter o feno de plantas aquáticas, volumoso de baixo custo, como um componente da alimentação do rebanho. Desenvolveu-se o presente estudo com o objetivo de estudar o consumo e a digestibilidade do feno de plantas aquáticas puro ou enriquecido com fubá+uréia, melaço+uréia ou farelo de soja. O fubá+uréia, o melaço+uréia e o farelo de soja foram misturados ao feno no momento do fornecimento aos animais na quantidade de 100 g/animal/dia. A uréia foi padronizada em 12 g/animal/dia. Para determinação do consumo voluntário e da digestibilidade foram utilizados 20 ovinos alojados em gaiolas de metabolismo, conforme método clássico de coleta total de fezes, sendo utilizado o delineamento em blocos completos casualizados. Foram determinados os consumos voluntários de matéria seca, proteína bruta, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido e os coeficientes de digestibilidade aparente de matéria seca, proteína bruta, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido, além de algumas análises bromatológicas convencionais para determinação da qualidade das dietas. O feno de plantas aquáticas tem qualidade nutricional, porém existem limitações para utilização na alimentação de ovinos (ruminantes), dessa forma há necessidade de estudos relativos a outras formas de conservação, tratamentos químicos e utilização de concentrados em maiores níveis com o intuito de melhorar a digestibilidade, o consumo da forragem e o ganho de peso dos animais.
PALAVRAS-CHAVES: plantas daninhas, controle ecologicamente correto, hidrelétricas
ABSTRACT
Studies to make a useful and ecologically correct fate viable to the water plants present in great amounts in the hydroelectric power station dams, in such a way that the plant populations be controlled and the harmony of environment be preserved are necessary. In this context, hay making of these plants will be able to provide a useful fate to the material, in addition to being a advantageous alternative to some segments of livestock production (cattle and sheep) which will be able to have water plant hay, a low cost roughage as a component of the feeding of the herd and flock. The present study was developed with the purpose of studying the intake and digestibility of water plant hay, both puro and enriched with fubá + urea, molasses +urea or soybean meal. Fubá + urea, molasses +urea and soybean meal were mixed to the hay at the moment of the furnishing to the animals at the amount of 100 g/animal/day. Urea was standardized at 12 g/animal/day. For determination of voluntary intake and digestibility, 20 sheep housed in metabolism cages were utilized, according to the classic method of total feces collection, the randomized complete block design being used. The voluntary intake of dry matter, crude protein, neutral detergent fiber, acid detergent fiber and the apparent digestibility coefficients of dry matter, crude protein, neutral detergent fiber and acid detergent fiber were determined, in addition to some conventional bromatologic analyses for determination of diet quality. Aquatic plant hay presents nutritional qualities , but there are some constraints to use in the feeding of sheep (ruminants), so there is a need for studies relative to other manners of conservation, chemical treatments and use of concentrates in higher levels with the objective of improving digestibility, intake of forage and weight gain of the animals.
Key Words: weeds, ecologically correct control, hydroelectric power stations
*Pesquisa realizada em convênio IZ/CPFL/FUNDEPAG.
Origem: Instituto de Zootecnia - www.iz.sp.gov.br
Josiane Aparecida de Lima
possui graduação em ZOOTECNIA pela Universidade Federal de Lavras
(1987), mestrado em ZOOTECNIA pela Universidade Federal de Lavras
(1992), área de concentração "NUTRIÇÃO DE RUMINANTES" e doutorado em
ZOOTECNIA pela Universidade Federal de Viçosa (1997), área de
concentração "FORRAGICULTURA E PASTAGEM". Tem experiência na área de
Zootecnia, com ênfase em Pastagem e Forragicultura, atuando
principalmente nos seguintes temas: silagem, fenação, manejo e
avaliação de pastagem.
CVLATTES
http://lattes.cnpq.br/4325614245381776
Contato: josiane@iz.sp.gov.br
Eduardo Antonio da Cunha
é
Pesquisador
Científico do Instituto de Zootecnia, Nova Odessa (SP), da Agência
de Pesquisa Tecnológica dos Agronegócios - APTA, Secretaria de
Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - SAA,
Graduação em Zootecnia. Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.
Contato:
cunha@iz.sp.gov.br
Ivani Posar Otzuk é Pesquisador Científico do Instituto de Zootecnia, Nova Odessa (SP), da Agência de Pesquisa Tecnológica dos Agronegócios - APTA, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - SAA.
Contato: ivani@iz.sp.gov.br
Reprodução autorizada desde
que citado a autoria e a fonte
Dados para citação bibliográfica(ABNT):
LIMA, J.A. de; CUNHA, E.A. da; Otzuk, I.P.
Feno de plantas aquáticas na alimentação de ruminantes - consumo e digestibilidade. 2008. Artigo em Hypertexto. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Artigos/2008_4/feno/index.htm>. Acesso em:Publicado no Infobibos em 19/10/2008